21 nov 2008

Eu adoro essa frase. Não posso dizer que eu inventei pois eu formulei baseado várias outras frases que ouvimos diariamente e também várias experiências que temos.
Mas o quê exatamente eu quero dizer com isso? Bom vamos lá. No ambiente corporativo, pelo menos nos bem estruturados, existem vários processos definidos. Esses processos são conjuntos de tarefas a serem executadas pela equipe. Em uma corporação esses processos dever ser bem definidos para que a rotina de trabalho flua sem problemas mesmo que a equipe vá se renovando.
Partindo desse ambiente corporativo para nossa vida pessoal, para o dia a dia, eu pude observar e perceber que tudo o que fazemos são processos. Processo de lavar a roupa, processo de fazer o almoço, processo de ir ao banheiro, tudo são conjuntos de tarefas tão corriqueiras que chegam a ficar automáticas.
Nessa observação surgiu a frase “a ferramenta não faz o processo”. Como assim? Alguém certamente já ouviu um sujeito falar: “não posso arrumar a mesa porque não tem gaveta”, “não dá pra guardar isso porque não tem um recipiente”, “não posso fazer caminhadas pois não tenho um tênis adequado”, etc. Ou seja, não se consegue executar um processo pois falta-lhe a ferramenta.
Na verdade o que às vezes nos falta é o hábito de fazer certas coisas e não a ferramenta. Por exemplo, quem tem o hábito de controlar as finanças pessoais, faz isso da forma que achar melhor, seja anotando em um livro caixa, em um papel de pão, em uma tabela do excel ou um sistema financeiro complexo. Não importa a ferramente o importante é a tarefa, ou melhor, são as tarefas resultando em um processo.
Outra analogia, agora mais na área do meu trabalho de criação e desenvolvimento para internet. Direto ao ponto, qual o melhor software para criar um layout, Corel Draw, Photoshop ou Ilustrator? E qual a melhor linguagem para desenvolver, PHP, ASP ou JAVA? E o melhor banco de dados, MySql, MS-Sql, PostgreSql ou Oracle? A resposta é claro, tanto faz. A melhor ferramenta é aquela que você domina. Sabendo o conceito e o resultado que se quer chegar, ou seja o processo, não importa qual será a ferramenta.
Por fim, só explicando a forma com que eu percebi tudo isso, foi ao contrário. Primeiro a teoria, primeiro em um ambiente corporativo, depois para a prática no dia a dia. Provavelmente a teoria veio depois. Mas enfim achei melhor contar dessa forma.
Um abraço e até mais.
17 nov 2008

Durante todo esse mês, passou pelo céu aqui de Campo Grande um avião de publicidade anunciando o Le Cirque. Essa publicidade é curiosa, pois é transmitida pelos alto-falantes dentro do avião, assim como um carro de som. Ou seja o avião passa pelo céu soltando aquela locução em off, com o volume alto, anunciando o circo.
Normalmente, ou melhor, o que eu conheço, propaganda aérea é feita com faixas nas praias ou então com aviões de fumaça se utilizando apenas de efeitos visuais. Mas nesse caso, a forma similar a um carro de som (provavelmente avião de som) eu vi poucas vezes, ou melhor, apenas 2 vezes e ambas de circo.
Desta vez eu fiquei mais intrigado e resolvi pesquisar na internet (jogar no Google) para ver se tinha algo falando a respeito ou se existiam empresas vendendo esse tipo de serviço. Nada encontrei. Utilizei várias palavras e conjunto de palavras: avião de som, publicidade aérea, publicidade volante, publicidade volante em avião, +avião +alto-falantes, propaganda em avião, propaganda volante em avião de um circo, etc., não tive bons resultados. Vários links de empresas com publicidade em faixas ou fumaça, mas nada de som.
Certo, mas por quê eu estou falando tudo isso? Porque eu quero entender a eficácia desse tipo de comunicação. Encontrar pesquisas com números, objetivos e resultados. Digo isso porque eu pude perceber uma falha nesse método. Vejam bem: o avião é um monomotor, parece um Cessna — como esse da foto acima que eu peguei neste álbum do Flickr —, faz um barulho super alto por causa do motor e passa em uma grande velocidade, afinal é um avião. Em pesquisas na internet eu li que essas aeronaves decolam a 109 Km/h, então devem voar nessa velocidade ou mais rápido, não sobrando muito tempo para passar a mensagem.
Resumindo, o avião passa super rápido e fazendo mais barulho com o motor que com a locução transmitida pelo alto-falante, ou seja, não se entende “bulhufas” da propaganda. Por isso quis pesquisar a respeito da eficácia mas não encontrei nada.
Infelizmente não deu para tirar um foto ou filmar, quando eu via o avião estava sempre desprevenido, mas se alguém tiver algum vídeo me mostre por favor.
Bom isso reflete o que eu penso a respeito desse método de comunicação, baseado em minha experiência não tenho números para garantir se o avião teve um bom ou mal alcance ou índice de lembrança.
Um abraço e até mais.
13 nov 2008
Conforme o combinado seguimos com o assunto.
Cores
Muito se tem escrito sobre a importância das cores. Quer através das representações gráficas quer através das emoções experimentadas pelos indivíduos diante da cor em si, devemos levar em consideração diferentes combinações de cor e os seus significados.
O esquema de cores corporativas que se escolhe faz uma forte declaração sobre a organização e a forma como ela faz negócios. Como acontece com todos os outros 5 elementos, as cores devem enfatizar a filosofia e a estratégia da corporação.
Estudos comprovam que todos os seres humanos fazem subconsciente uma sentença sobre uma pessoa, ambiente ou item dentro de 90 segundos. Essa avaliação é baseada na aplicação da cor. Isto demonstra o importante papel das cores.
Dica: Para peças impressas, sempre que possível, prefira as cores naturais sem utilizar-se de tons gradientes ou efeitos similares.
Marca
Marca é a definição dos negócios corporativos. O nome de uma organização pode também servir como sua marca.
O termo é frequentemente usado hoje em dia como referência a uma determinada empresa: um nome, imagens ou conceitos que distinguem o produto, serviço ou a própria empresa. Busca-se associar às marcas uma personalidade ou imagem mental.
Estas são as características da organização e devem refletir a filosofia da organização e seus processos. Uma marca forte desenvolve credibilidade e motiva os clientes.
Preferimos e optamos, quando possível, os “produtos de marca”, em que o conteúdo, muita vezes é similar a outros produtos da mesma categoria. Isto é o poder do branding.
O Branding é considerado um trabalho de marca. É como se criássemos uma imagem para ser reconhecida por todo o mercado, de forma que o público a consiga identificar e apreciar.
Ao criarmos e gerirmos uma marca, estamos diretamente envolvidos no conceito de valor e positividade ao projeto que deverá respeitar a estratégia e a ambição do cliente e/ou do seu produto. Trata-se não só de identificar e diferenciar o produto ou empresa, mas também gerar uma expectativa de qualidade de imagem que vai trazer grande notoriedade.
Cultura
Costumes, conhecimentos e valores compartilhados pela comunidade abrangem a chamada cultura.
Se uma empresa tem comunidades formadas em torno de seus produtos, isso não significa necessariamente que estas comunidades tenham uma cultura saudável. De fato, uma cultura pode arruinar a reputação da empresa com perspectivas de futuro.
Sem precisar citar exemplos de empresas com uma má formação cultural no cultivo de suas comunidades eu já passo para o lado positivo: o site “Jovem Nerd”, criado por Alottoni e Azaghâl. O blog abusa do entretenimento e bom humor. O que teoricamente seria voltado para o mundo “nerd” vem tomando espaço e englobando de forma positiva, diversas comunidades alavancando a marca e seus serviços, dentre eles um excelente podcast (o nerdcast).
Bom é isso espero que tenham gostado. Fico por aqui.
11 nov 2008
Essa eu vi no Charges e achei muito engraçado. É um trocadilho real. E também uma homenagem a esse mito da música brasileira.
Um abraço e até mais.
5 nov 2008
Alguns amigos têm me cobrado (de leve) um post sobre design, publicidade, layout.
Escrever sobre esse assunto é uma tarefa difícil. Temos uma vasta gama de definições para seguir e escolher.
Ao pensar simplesmente na palavra design, nos vem à mente um arquétipo de natureza gráfica, artística, sem nos preocuparmos com o outro lado da moeda: a estratégia envolvida em cada “projeto”. Isto significa, de forma lógica, que o planejamento de processos para alcançar determinados objetivos ligados ao design é fundamental.
Não existe uma fórmula matemática pré-estabelecida para a criatividade em si, porém, para um bom design corporativo podemos claramente seguir 5 elementos para se obter um excelente resultado baseados na concepção (símbolo, tipografia e cor) e na estratégia (marca, cultura).
Símbolos
Símbolo aqui para nós significa um dos elementos de identidade visual que pode vir a fazer parte de uma marca. Se a marca é forte o resultado é imediato. Muitas vezes reconhecemos uma grande empresa simplesmente olhando seu símbolo. (é o caso das marcas acima)
Olha que interessante:
“O símbolo em identidade visual, é desenhado para comportar e sintetizar um conjunto de associações distintas. Estas associações geralmente são feitas com a ajuda da propaganda…”
“O símbolo, no entanto, não deve depender exclusivamente do auxílio da propaganda para criar as associações corretas. Assim, ele deve possuir características próprias que já permitam “intuir” determinadas associações, como por exemplo; “é caro”, “simpático”, “moderno”…”
O símbolo é apenas um aspecto de uma estratégia de marca da empresa. Ela ajuda, naturalmente, a diferenciar uma empresa de seus concorrentes, mas um grande símbolo não nos diz nada até que a marca possa valer alguma coisa.
Então ao criar um símbolo corporativo procure levar em consideração estilos clean, abstratos (o que não significa indecifrável) e sóbrios.
Tipografia
É comum encontrarmos cartazes, flyers e diversos sites “carnavalescos”. Um verdadeiro “samba do crioulo doido” com todo o respeito. As fontes também expressam vida, sentimentos.
Com os grandes sites corporativos, a usabilidade desempenha um papel cada vez mais amplo na tipografia, inclusive para pessoas com deficiências.
Tipografia tem sempre que ser sóbria. Procure utilizar-se do que eu chamo de grafia áurea (Trebuchet MS, Helvetica, Tahoma e Verdana) para textos informativos. São fontes legíveis e com uma grande bagagem. A Helvetica mudou o mundo da tipografia, mostrando que simplicidade é sinônimo de bom design.
É claro que a(s) fonte(s) adotada(s) deve(m) sempre refletir a imagem da companhia e suas crenças mercadológicas. Portanto fontes “serifadas” não devem ser descartadas.
Comic Sans nem pensar!!
Semana que vem nós continuamos o assunto fechando com os outros 3 elementos finais.
29 out 2008
Este ano, pela 3° vez fui ao Imasters Intercon 2008. Dessa vez os organizadores ousaram de forma inusitada e fizeram algo que eu nunca tinha visto em anos de palestras e congressos: 2 palestras ao mesmo tempo no mesmo palco.

Foi uma ótima experiência. Essa façanha foi possível com o uso de fones de ouvido com receptores multicanal de rádio. Ou seja, enquanto um palestrante usava o canal 1, o outro usava o canal 2 e a gente escolhia qual palestra assistir. Mas tudo tem um porém… Como estavam passando 2 palestras ao mesmo tempo, eu ficava alternando e tentando absorver o máximo mas acredito que consegui uns 40% de cada palestra e olhe lá, nesse ponto achei ruim.
Ano passado foram 2 dias de evento e eu absorvi muito mais informação. Também teve o fato do apresentador discutir com o palestrante e abrir para perguntas e considerações, isso eu senti falta esse ano.
Bom essas foram as primeiras impressões, quero e pretendo falar mais sobre o assunto.
Um abraço e até mais.
18 out 2008

Uma boa explicação sobre a crise financeira em uma linguagem bem simples. Procurei o autor em vários blogs porém encontrei apenas o texto sem o criador.
Segue abaixo:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de ‘emibiêi’, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis ‘zécutivos’ de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia desmorona.
Um abraço e até mais.
16 out 2008
Há algum tempo que as empresas vêm apostando suas fichas em campanhas ousadas para que estas possam se tornar um viral bem-sucedido.
É o caso deste vídeo criado para promover o site belga da Sensoa, centro de saúde da Bélgica especialista em doenças sexualmente transmissíveis. Ele simplesmente utiliza um tema vendável: o sexo, só que de maneira inteligente e humorada, sem precisar apelar para a nudez.
O resultado foi tão bom que o site foi lançado no dia 17 de setembro e no mesmo dia registrou 21.500 visitas e em dois dias, ultrapassou a marca de 40.000 visitas únicas.
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15 out 2008
Eu confesso que demorei um bocado a dar o braço a torcer. Achava o meu PC a coisa mais linda do mundo, uma puta ferramenta (e realmente a melhor ferramenta é aquela que você domina), mas não dá pra negar: Steve Jobs sabe fazer e faz muito bem!
Para quem gosta da velha disputa entre PC e MAC assistam o vídeo abaixo.
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Essa campanha vem desde 2006. É muito interessante!!
15 out 2008

Recentemente ouvi no podcast do IDG Now a entrevista com Paulo Pimentel diretor do fórum PLC da Aptel.
Há algum tempo já se discute a transmissão de dados via rede elétrica. Vasculhando a internet eu pude perceber que antes de 2003 vários artigos reprovavam a tecnologia por inviabilidades técnicas. Ruídos, fios que absorvem alta freqüência, interferências magnéticas, etc. Mas hoje ocorre o contrário e alguns testes já foram realizados.
A tecnologia consiste em transmitir dados através da estrutura de rede elétrica já existente. Para montar uma rede de dados doméstica sem precisar passar por toda a estrutura os cabos de rede e montar switch, o PLC torna esse processo muito fácil. Outro exemplo é um prédio que não possui mais espaço para passar os cabos de rede porém já tem a estrutura de energia elétrica toda pronta, a possibilidade de uma de dados é muito maior com o PLC.
Agora pensando em um âmbito maior, em uma cidade do interior que os serviços de banda larga não existem, os serviços via satélite são muito caros e a única internet existente é pela linha discada, a melhor solução é via PLC. Porque as instalações elétricas já estão prontas, ou seja, o custo seria apenas de converter o sinal num ponto e recoverter em outro ponto.
Para concluir, eu vejo uma grande democratização da internet aliada aos softwares “web 2.0” que priorizam o uso e não a posse, atingindo cada vez um número maior de usuários. A democratização da tecnologia terá um êxito muito maior.
Um abraço e até mais.
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