3 jul
Cito abaixo um texto de Max Gehringer, colunista da Revista EXAME. O assunto não é novo, mas vale muito a pena conferir.
Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem – sem contar a formação superior – liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.
Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.
E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico…
Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno… E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.
Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: — In a hurry!
Seu Borges: — Saúde.
Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer “bem rapidinho”. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: — Como assim?
Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…
Seu Borges: — Futuro? Que futuro?
Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: — Hã?
Fabiana: — Hands on….Mão na massa.
Seu Borges: — Claro que sou!
Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.
Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:
1 – Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 – E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará – com justa razão – que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.
Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.
Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação… só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.
- Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.
4 set
Olá, nesse post vou falar da minha experiência no dia do encerramento do 23º CBM, Congresso Brasileiro de Manutenção, realizado em Santos/SP.
Assisti apresentações de vários trabalhos técnicos, dentre os quais, os que mais gostei foram:
- Planejamento Integrado de Parada Utilizando o Software PDMS (Plant Design Management System), de autoria Leandro de M. Thurler, Ralf E. Campos, Luis M. Leal Jr., todos da PETROBRAS S.A. Achei muito interessante pois não conhecia o PDMS, que é um software utilizado para montar modelos 3D e planejar manutenção e outras intervenções em instalações;
- Inspeção Vertical de Risers de Perfuração, apresentado pelo Sr. Silas da Silva Rozario, trabalho de autoria conjunta Petrobras e PUC-Rio, no qual foi demonstrado novo método de inspeção de risers(tubulações que descem milhares de metros no mar, para perfurar poços de petróleo) no qual se elimina a necessidade de desmontar e desembarcar as seções submersas do riser, o que faz com que se ganhe muito tempo em uma inspeção deste tipo de instalação. O equipamento criado foi o RVIT (Riser Vertical Inspection Tool). O mais interessante dessa apresentação foi a paixão com a qual estava imbuído o Sr. Silas ao apresentar seu trabalho, foi uma lição de amor a pátria a maneira como ele expôs a idéia.
Entretanto, o melhor ainda estava por vir, na parte da tarde, foram premiados os melhores trabalhos técnicos, foi lançado o Congresso 2009, 24º CBM, que acontecerá em Recife(quem sabe eu tenho a sorte de ir… risos), e o encerramento foi brilhante, fomos agraciados com a palestra do Oscar Schmidt(êita nome difícil de acertar), mais fácil “Oscar Mão Santa”, o tema foi “Liderança e Equipe”, o conteúdo todo merecia um post exclusivo, mas vou tentar resumir neste aqui.
Sabem que eu nunca dei valor a estas palestras motivacionais, de liderança, auto-ajuda, “como atingir o sucesso” e blá, blá, blá, mas como essa eu tinha ganhado a viagem e a inscrição, a experiência acabou sendo excelente. O melhor de tudo foi que eu não paguei nada para participar do Congresso, estava lá a trabalho.
A palestra é ótima, o cara esbanja carisma, sinceridade, espontâneidade e mais um monte de atributos. (risos). O assunto gira em torno do que ele chama de os 6 pilares da liderança, a representação é feita através de um Partenon(Ô Oscar, vê se melhora esse desenho do Partenon da sua apresentação, ele tá muito feinho hehehehheh). Os pilares são: Influência, Respeito, Exemplo, Comunicação, Valores, Time(não é ”táime”).
Os que mais me chamaram a atenção foram os pilares do exemplo, dos valores e do time. Ele cita a capacidade que temos de nos tornar exemplos para as pessoas, e que devemos nos esforçar para sermos bons exemplos. O tempo todo ele insiste em Treinamento, treinar é o ponto chave para sermos o que queremos ser na vida. Nos valores, ele cita a fidelidade como um valor essencial. No time ele exalta a capacidade do trabalho de equipe, que líder sem apoio da equipe não existe, ou melhor, nem é líder.
A palestra foi emocionante e enérgica do começo ao fim, mas os dois momentos esplêndidos para mim, foram, quando ele mostrou o caso do Professor Hugo da Costa, da equipe de basquete de Ponta Porã – MS(olha só, me gabei todo por ele falar do nosso estado em caráter nacional), o Professor é um líder nato, um empreendedor, que construiu uma quadra de terra para treinar meninos carentes. Hoje o Oscar tem um projeto maravilhoso junto desse professor, conheça mais em www.oscar14.com.br. Também teve a história da mãe de um dos atletas do time de Ponta Porã, que tinha dificuldade em conseguir dez reais para o filho viajar para jogar em Maracaju – MS. Valorize tudo o que você tem.
Outro ponto, merece um parágrafo a parte, principalmente pelo fato de eu estar alguns dias fora de casa, foi quando ele falou que o melhor time que ele jogou na vida, e joga até hoje, é a família. São eles que estarão lá quando você precisar, e eles estarão mesmo sem você pedir. MUITO OBRIGADO POR EXISTIREM, AMO TODOS VOCÊS E ESTOU COM SAUDADES, Mamãe Norma, Papai Lola(apesar de tudo e com o Kauã de brinde)(risos), Maninhos(Bruna, Adriano e Kauã), o anjo Lilian(a Inhá, minha vida), e a Ayrha minha sobrinha linda.
Então vamos lá, de hoje podemos tirar váááárias conclusões, cito duas:
- Valorizem ao máximo tudo que ganharem e conseguirem, cada viagem, cada amigo, cada realzinho, cada carinho, cada afago, cada minuto a mais de vida, cada piscar de olhos que ao se abrir revela um mundo colorido e fantástico. Valorizem T U D O.
- Ame a todos que lhe amam, e trabalhe todos os dias para mostrar que seus inimigos estão errados por serem seus inimigos, no máximo tenham opniões diferentes, cultive sempre o respeito.
Viva intensamente, vá além do sucesso. Até a próxima!
1 ago
Bom, esse é praticamente meu primeiro post, porém não é a primeira vez que escrevo, mas em todo caso, estou há tempos sem escrever e penso até que estou meio enferrujado. Pretendo manter uma certa freqüência de posts até para exercitar a escrita, divulgar minhas idéias e tudo mais.
Quero fazer um breve relato sobre as relações interpessoais entre as pessoas que convivem e se vêem diariamente.
O interessante é que num lugar onde existam pessoas, existem também os problemas de convivência que assolam o ambiente.
Quando isso ocorre, o diálogo é a melhor opção. Até por que, dialogando sempre se resolve.
Na minha opinião, o problema maior é quando o diálogo é deixado de lado, quando as pessoas deixam seus orgulhos e seus egos tomarem conta do ambiente. Aí sim, isso fica prejudicial, tornando-se um câncer dentro do estabelecimento. E quando existe uma doença dentro de uma empresa, essa “puxa para baixo” a produtividade e até mesmo a vontade dos outros envolvidos nesse contexto.
Mas é claro que, ao contrário, se todos estão bem, estão tranqüilos e passam esse bem estar para os outros o ambiente fica muito melhor. Nesse mesmo contexto, se uma pessoa transmite um aspecto ruim ou alguma irritação, o fato dos outros estarem bem, ao invés de ser um câncer, o ambiente se torna a cura. Então, devemos sempre ser a base para os outros, ser a cura, e não a doença.
Qualquer semelhança com algum fato na empresa que você leitor trabalha ou dentro da sua casa pode ser mera coincidência, mas é claro que situações desagradáveis são muito comum.
É isso.
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