2 mai

Tudo bem, já estou achando batido falar de crise, realmente. Só que depois de ver mais uma notícia sobre perdas, desvalorizações e parques de diversões dando prejuízo eu resolvi falar mais um pouquinho.
Minha idéia não é original, é baseada em várias tendências que vêm se formando. Quando uma crise chega, a primeira ação a ser tomada é reduzir custos. Quando uma empresa sabe que pode não receber o que está previsto e não ter crédito nos bancos, começa a reduzir custos para se proteger. As demissões em massa partem desse princípio.
Porém esse é o lado do pessimismo. O lado otimista dessa situação é que sempre existem oportunidades de negócio quando o objetivo é reduzir despesas. O principal caminho dessas oportunidades é a tecnologia.
Cito alguns exemplos bem conhecidos em suas áreas onde a tecnologia ajudou na redução de gastos:
• Telefonia – soluções de VoIP como o Skype transformam qualquer ligação de longa distância em custos de uma ligação local. E se for de Skype para Skype o custo disso é somente o plano de acesso a internet.
• Energia – painéis de energia solar para transformar a luz que é de graça em energia.
• Água – caixas externas para captar a água da chuva e utilizá-las para lavar a varanda; tem também aquela válvula que bloqueia passagem de ar pelo hidrômetro, evitando que se pague pelo consumo de ar.
Quando uma empresa decide reduzir as despesas, uma porção de coisas entram em questão, pois muitos processos podem ser melhorados e gerenciados através de soluções tecnológicas.
Então, acredito que o setor de tecnologia será um dos mais beneficiados com essa crise. Empresas desse setor terão uma grande oportunidade de crescimento em meio a esse mar de pessimismo e medo.
Um abraço e até mais.
15 dez
Este não é um post pago hehehehe e sim uma dica muito importante para quem controla as finanças pessoais. Quando iniciamos nossa vida profissional e começamos a ganhar o próprio dinheiro é importante ter o total controle de onde está vindo e para onde está indo o “cascaio”.
Até o ano passado eu usava uma tabela do Excel para fazer isso e me atendia perfeitamente. O modelo está disponível aqui. Porém recentemente senti falta de relatórios, de unificar todos os meses, pois cada mês fazia um arquivo e também de acessar de qualquer lugar. Então precisava mudar.
Comecei pesquisar na internet e encontrei 2 ferramentas: Contaouro e Financeironet e decidi testá-las. Ambas são boas mas ainda fiquei sentindo falta de outras funcionalidades, até que meu sócio Marcus Vinícius me apresentou o Buxfer e foi a que melhor atendeu às minhas expectativas.
Em resumo o sistema permite cadastro de contas, agenda de lembretes, montar orçamento, emite relatórios e gráficos e o melhor é tudo via web. Pode ser acessado de qualquer lugar, isso é Web 2.0.
Bom fica aí a dica, não percam o controle de suas finanças.
Um abraço e até mais.
18 out

Uma boa explicação sobre a crise financeira em uma linguagem bem simples. Procurei o autor em vários blogs porém encontrei apenas o texto sem o criador.
Segue abaixo:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de ‘emibiêi’, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis ‘zécutivos’ de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia desmorona.
Um abraço e até mais.
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