19 mai
Nasce aqui uma “seção plágio” pensada nos posts sobre as “cópias criativas” dos grandes publicitários (ou não). Começo com inacredidavelmente 05 “coincidências” sobre o mesmo assunto.
Diet Coke
Diet Pepsi
Orangina Ligth
Joya Light
Água Viladrau
1 abr
Pois é… para colocar um pouco de lenha na fogueira do Enquanto Isso (ou pelo menos tentar) eu escrevo sobre este tema que já foi alvo de inúmeras conversas até mesmo aqui dentro da nossa maravilhosa empresa.
Esta foto acima foi retirada da capa de A Torre Negra, HQ muito bom de Stephen King, porém, e voltando ao assunto central, o fato é que ainda não possuímos uma padronização específica para alguns termos no nosso meio, diferentemente de algumas profissões bem mais antigas onde nota-se uma definição clara sobre a utilização de certas terminologias (caramba… falei bonito agora)
É comum na faculdade escutarmos nossos professores falando e defendendo o uso de um termo X e quando chegamos ao mercado de trabalho encontramos grandes profissionais falando outra coisa.
Indo direto ao assunto: É correto falar logomarca? Ou seria logotipo? Hum? Por que existe polêmica nesse assunto?
Então eu pesquisei um pouco nos livros e na internet para poder formar melhor a minha opinião e tentar esclarecer você leitor sobre o ponto de vista analítico de alguns termos e etimologia para ver se existe o chamado neologismo (criação de um nome novo para alguma coisa, ou um novo significado para um nome velho) aceitável ou apenas vícios de linguagem.
Logomarca
Seu termo tem sido difundido e muito, porém alvejado de críticas. Quando eu era mais novo eu defendia o uso de logomarca me baseando na idéia de que o logotipo seria a parte escrita da marca, a tipografia empregada que a identifica. Logomarca então seria um símbolo ou representação gráfica utilizada em uma marca. Simples né?
Existem também os que apóiam este termo por outros dois motivos: ou já estão acostumados a falar no dia-a-dia ou defendem o uso da LOGOMARCA como neologismo.
Como eu tenho estudado agora eu percebo que cometia sem perceber uma redundância boba. Olha só:
O termo logomarca é junção do radical grego Lógos que significa: palavra (não a falada ou a escrita, pois esta é do grego “Lexi”), pronunciamento, conceito, idéia, verbalização + o germânico Marka que deriva do termo Signum, ou seja, significado. Olha a redundância aí: Logomarca nada mais é do que conceito do significado, ou significado do significado.
Logotipo
Analisando (odeio gerúndios) este termo podemos separar a palavra em Logo + Tipo. Já vimos que “Logo” vem de “Lógos” e significa o conceito, idéia ou significado de uma palavra. O “Tipo” vem do grego “Tipos” que em português significa tipo; figura; sinal; gênero; símbolo. Tantas opções assim podem até complicar um pouco o meio de campo, mas nesse caso, Tipo significa sinal ou símbolo, uma figura, um desenho. Exemplo: as vogais como “a” “e” “i” “o” “u”, são tipos (símbolos gráficos) dos sons emitidos.
Dessa forma, LOGOTIPO é o símbolo visível de um conceito. Olha que bonito! Vou mais além com este exemplo real: Você vai até seu cliente e ele pede uma idéia, um conceito (logo) a ser empregado em sua empresa. Aí então você fica encarregado de fazer um símbolo, um sinal (tipo) para o conceito empregado. Lembrando que este símbolo pode ser somente um desenho, sem nenhuma letra, ou somente as letras do nome da empresa, utilizadas de forma que mostrem seu conceito. Ou ainda pode ser um desenho e o nome da empresa, juntos, mostrando o símbolo gráfico de um conceito ou logotipo.
24 nov
Essa história é antiga, mas ainda persiste no mercado. Direto do Publiloucos.
O estudante
Pensa que uma faculdade irá garantir um emprego e permanece três/quatro/cinco anos freqüentando um curso de comunicação. No decorrer não estuda o quanto deveria ou gostaria e mesmo com o diploma na mão, fica para trás de muitos outros profissionais sem diploma.
A faculdade
O ambiente onde a cultura é exalada pelas rosas, ou melhor, deveria. Muitas vezes a faculdade não estimula o estudante de maneira correta, não possui um curso de acordo com a atualidade e não possui profissionais adequados à realidade do mercado.
O Mercado
O profissional depois de formado encontra um mercado totalmente às avessas do que lhe fora apresentado na faculdade. Grandes empresas, vorazes por novos clientes destroem o que encontram pela frente e pequenas empresas sedentas por algum cliente se vendem por alguns trocados.
Entrando no Mercado
O primeiro passo é ter coragem. Depois disso o profissional recém-formado tenta se encaixar em alguma empresa grande e por não ter tido uma formação adequada não consegue. Então, o profissional tenta se alocar em alguma empresa média e não consegue por não ter se atualizado. Dessa maneira o profissional tenta desesperadamente entrar em qualquer pequena empresa, mesmo que não seja da sua área e consegue! Consegue emprego em uma micro-empresa de comunicação, uma agenciazinha. Lá trabalha doze horas por dia e mal consegue contar o dinheiro no final do mês, que vai quase todo para o empréstimo do banco.
A Vida Particular
Com quase 24 anos o profissional não agüenta mais morar com os pais, não possui dinheiro, não possui nada. O que resta é sua cama e o livro que ganhou na faculdade: Publicidade de A a Z.
A Vida Amorosa
Não tem. O sexo oposto é coisa supérflua, pois nessa fase o essencial é conseguir fazer as coisas básicas da pirâmide de Maslow: almoçar, dormir e talvez jantar o que sobrou do almoço.
A Idéia
“Como não pensei nisso antes?” – Este é o termo utilizado pela maioria dos profissionais recém-formados. A idéia maravilhosa nada mais é do que ter a própria agência de comunicação.
A agência do recém-formado
Tentando lembrar de qual cor era uma nota de dez o profissional recém-formado lembra outra coisa: para abrir uma agência tem que ter dinheiro. Mas logo se lembra que muitas outras agências são ilegais também e deixa isso para lá.
Como nome da agência, escolhe: Duailíbiliu – União do D da DPZ com o W da W Brasil. Como o mais importante em uma agência já tinha sido realizado, o profissional recém-formado sai em busca do primeiro cliente.
O Primeiro Cliente
O profissional recém-formado tentava lembrar quais eram os quatro P’s da aula de marketing, mas só se lembrava dos quatro R’s da seleção brasileira de 2002: Romário, Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo.
E isso o faz lembrar de uma escolinha de futebol que tinha perto de casa, então segue para lá em busca da sua primeira prospecção.
Profissional Recém-Formado: Olá, eu sou o profissional recém-formado.
Dono da Escolinha de Futebol: Olá.
PRF: Que horas são? Ah, a propósito, você trabalha com agência de publicidade?
DDEDF: Não, trabalho com esportes, tenho essa escolinha de futebol.
PRF: Ah, o que quero dizer é se você é cliente.
DDEDF: Sim, possuo vários fornecedores…
PRF: Não, o que quero saber é se você precisa de uma agência de comunicação.
DDEDF: Ah bom. Não, nem preciso.
PRF: Oras, por que?
DDEDF: Só mês responda, como você chegou até aqui?
PRF: Ah, vi num panfleto e…
DDEDF: Então, quem fez foi o cara da gráfica, criou, produziu e refilou.
PRF: Ah, mas deve ter cobrado os olhos da cara.
DDEDF: Não, cobrou só R$40 o milheiro.
PRF: Hum, mas o senhor sabe que isso é errado. De acordo com o CENP, criar é uma tarefa da agência de publicidade!
DDEDF: Eu sei, mas é que se eu tiver uma agência tudo fica mais caro em 20%, tal do BV.
PRF: Boca Virgem?
DDEDF: Deve ser…
PRF: Mas o meu trabalho é melhor, manjo Page Maker.
DDEDF: Não obrigado, eles fizeram em Adobe Ilustrator.
PRF: Mas, mas eu faço mais rápido.
DDEDF: Ah, duvido. Mandei a logo que minha filha fez e no dia seguinte estava pronto o panfleto.
PRF: Mas, mas, mas eu cobro mais barato.
DDEDF: Feito! Quanto?
PRF: Cobro R$39,00.
DDEDF: Ah não. Deixa como está.
PRF: Ta bom, é que gostei do senhor, cobrarei R$25,00: briefing, centro de inteligência, planejamento, criação e produção.
DDEDF: Ah, mas quem vai refilar os panfletos?
PRF: Tá bom, eu refilo.
13 nov
Conforme o combinado seguimos com o assunto.
Cores
Muito se tem escrito sobre a importância das cores. Quer através das representações gráficas quer através das emoções experimentadas pelos indivíduos diante da cor em si, devemos levar em consideração diferentes combinações de cor e os seus significados.
O esquema de cores corporativas que se escolhe faz uma forte declaração sobre a organização e a forma como ela faz negócios. Como acontece com todos os outros 5 elementos, as cores devem enfatizar a filosofia e a estratégia da corporação.
Estudos comprovam que todos os seres humanos fazem subconsciente uma sentença sobre uma pessoa, ambiente ou item dentro de 90 segundos. Essa avaliação é baseada na aplicação da cor. Isto demonstra o importante papel das cores.
Dica: Para peças impressas, sempre que possível, prefira as cores naturais sem utilizar-se de tons gradientes ou efeitos similares.
Marca
Marca é a definição dos negócios corporativos. O nome de uma organização pode também servir como sua marca.
O termo é frequentemente usado hoje em dia como referência a uma determinada empresa: um nome, imagens ou conceitos que distinguem o produto, serviço ou a própria empresa. Busca-se associar às marcas uma personalidade ou imagem mental.
Estas são as características da organização e devem refletir a filosofia da organização e seus processos. Uma marca forte desenvolve credibilidade e motiva os clientes.
Preferimos e optamos, quando possível, os “produtos de marca”, em que o conteúdo, muita vezes é similar a outros produtos da mesma categoria. Isto é o poder do branding.
O Branding é considerado um trabalho de marca. É como se criássemos uma imagem para ser reconhecida por todo o mercado, de forma que o público a consiga identificar e apreciar.
Ao criarmos e gerirmos uma marca, estamos diretamente envolvidos no conceito de valor e positividade ao projeto que deverá respeitar a estratégia e a ambição do cliente e/ou do seu produto. Trata-se não só de identificar e diferenciar o produto ou empresa, mas também gerar uma expectativa de qualidade de imagem que vai trazer grande notoriedade.
Cultura
Costumes, conhecimentos e valores compartilhados pela comunidade abrangem a chamada cultura.
Se uma empresa tem comunidades formadas em torno de seus produtos, isso não significa necessariamente que estas comunidades tenham uma cultura saudável. De fato, uma cultura pode arruinar a reputação da empresa com perspectivas de futuro.
Sem precisar citar exemplos de empresas com uma má formação cultural no cultivo de suas comunidades eu já passo para o lado positivo: o site “Jovem Nerd”, criado por Alottoni e Azaghâl. O blog abusa do entretenimento e bom humor. O que teoricamente seria voltado para o mundo “nerd” vem tomando espaço e englobando de forma positiva, diversas comunidades alavancando a marca e seus serviços, dentre eles um excelente podcast (o nerdcast).
Bom é isso espero que tenham gostado. Fico por aqui.
5 nov
Alguns amigos têm me cobrado (de leve) um post sobre design, publicidade, layout.
Escrever sobre esse assunto é uma tarefa difícil. Temos uma vasta gama de definições para seguir e escolher.
Ao pensar simplesmente na palavra design, nos vem à mente um arquétipo de natureza gráfica, artística, sem nos preocuparmos com o outro lado da moeda: a estratégia envolvida em cada “projeto”. Isto significa, de forma lógica, que o planejamento de processos para alcançar determinados objetivos ligados ao design é fundamental.
Não existe uma fórmula matemática pré-estabelecida para a criatividade em si, porém, para um bom design corporativo podemos claramente seguir 5 elementos para se obter um excelente resultado baseados na concepção (símbolo, tipografia e cor) e na estratégia (marca, cultura).
Símbolos
Símbolo aqui para nós significa um dos elementos de identidade visual que pode vir a fazer parte de uma marca. Se a marca é forte o resultado é imediato. Muitas vezes reconhecemos uma grande empresa simplesmente olhando seu símbolo. (é o caso das marcas acima)
Olha que interessante:
“O símbolo em identidade visual, é desenhado para comportar e sintetizar um conjunto de associações distintas. Estas associações geralmente são feitas com a ajuda da propaganda…”
“O símbolo, no entanto, não deve depender exclusivamente do auxílio da propaganda para criar as associações corretas. Assim, ele deve possuir características próprias que já permitam “intuir” determinadas associações, como por exemplo; “é caro”, “simpático”, “moderno”…”
O símbolo é apenas um aspecto de uma estratégia de marca da empresa. Ela ajuda, naturalmente, a diferenciar uma empresa de seus concorrentes, mas um grande símbolo não nos diz nada até que a marca possa valer alguma coisa.
Então ao criar um símbolo corporativo procure levar em consideração estilos clean, abstratos (o que não significa indecifrável) e sóbrios.
Tipografia
É comum encontrarmos cartazes, flyers e diversos sites “carnavalescos”. Um verdadeiro “samba do crioulo doido” com todo o respeito. As fontes também expressam vida, sentimentos.
Com os grandes sites corporativos, a usabilidade desempenha um papel cada vez mais amplo na tipografia, inclusive para pessoas com deficiências.
Tipografia tem sempre que ser sóbria. Procure utilizar-se do que eu chamo de grafia áurea (Trebuchet MS, Helvetica, Tahoma e Verdana) para textos informativos. São fontes legíveis e com uma grande bagagem. A Helvetica mudou o mundo da tipografia, mostrando que simplicidade é sinônimo de bom design.
É claro que a(s) fonte(s) adotada(s) deve(m) sempre refletir a imagem da companhia e suas crenças mercadológicas. Portanto fontes “serifadas” não devem ser descartadas.
Comic Sans nem pensar!!
Semana que vem nós continuamos o assunto fechando com os outros 3 elementos finais.
16 out
Há algum tempo que as empresas vêm apostando suas fichas em campanhas ousadas para que estas possam se tornar um viral bem-sucedido.
É o caso deste vídeo criado para promover o site belga da Sensoa, centro de saúde da Bélgica especialista em doenças sexualmente transmissíveis. Ele simplesmente utiliza um tema vendável: o sexo, só que de maneira inteligente e humorada, sem precisar apelar para a nudez.
O resultado foi tão bom que o site foi lançado no dia 17 de setembro e no mesmo dia registrou 21.500 visitas e em dois dias, ultrapassou a marca de 40.000 visitas únicas.
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15 out
Eu confesso que demorei um bocado a dar o braço a torcer. Achava o meu PC a coisa mais linda do mundo, uma puta ferramenta (e realmente a melhor ferramenta é aquela que você domina), mas não dá pra negar: Steve Jobs sabe fazer e faz muito bem!
Para quem gosta da velha disputa entre PC e MAC assistam o vídeo abaixo.
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Essa campanha vem desde 2006. É muito interessante!!
9 set
A gigante Google anunciou o lançamento do Chrome, seu novo navegador, travando uma acirrada batalha com a Microsoft – líder absoluta na área por enquanto – e com a Mozilla. A versão beta já está a nossa disposição para teste e é claro já está instalada no meu micro.
Para quem trabalha com desenvolvimento web sempre fica certa apreensão quando se lança no mercado um novo navegador e com ele uma série de diferentes interpretações em cima dos códigos e funções. Com o Chrome alguns sites vão ter que readequar sua programação para não ficarem “desmontados”. “Tá, mas e daí o importante é o IE!” Quem pensa assim está realmente muito atrasado e enganado! Até pouco tempo atrás e “desconhecido” dos internautas, o Firefox já fez muita gente mudar de opinião, imagine agora um navegador gratuito igual ao do Mozilla e para complicar ainda mais da Google – empresa que certamente dominará o mundo – circulando por aí.
Recursos do Chrome
Com relação ao visual do Chrome uma única palavra o descreve: clareza (a cara da Google, lógico), permite para a área real do navegador um “respiro” maior, mais espaço para os sites. E tem mais, foram implantadas já nesta versão beta algumas funcionalidades e aplicabilidades para tornar real a sua integração ao sistema tradicional, ops corrigindo… operacional de um de seus maiores rivais, o Windows. Ponto para o Chrome.
Com as chamadas janelas anônimas (ou porn free mode como vêm sendo apelidadas) é possível navegar no anonimato, sem deixar “rastros”, pois todos os registros das atividades de navegação são bloqueados e, portanto não gravados em históricos. cookies, arquivos recentes… O que seria um ato monstro na China com toda sua censura. O recurso não é tão novo e nem tão exclusivo. O InPrivate do IE8 beta2 e o Stealther da Mozilla Firefox são recursos quase semelhantes.
Grande velocidade em carregar as páginas (resultado de processos independentes e renderização turbinada pelo V8);
Agora a grande aposta da Google para uma nova tendência é sem dúvidas a possibilidade de criar atalhos diretos para as paginas desejadas exatamente como os atalhos padrões do velho Windows, que podem ser inseridos em nosso “Desktop”, “Barra de inicialização rápida, “Menu Iniciar”… ainda está achando pouco né? Então toma: eles podem ser movidos para quaisquer pastas se comportando como um programa executável. É isso mesmo que você entendeu! Pode-se criar um atalho e usar esses serviços online como se fossem programas do seu Windows.
Resumindo o Chrome foi pensando e projetado para a Web 2.0, conceito que vem se aproximando cada vez mais do proposto. Esqueça os softwares instalados em nossas maravilhosas máquinas… tudo estará acessível via on-line. E digo mais ele definitivamente não está chegando para competir diretamente com os outros navegadores e browsers, mas sim com os outros sistemas operacionais com editores de texto, agendas e programas de e-mails desktops.
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