Arquivo para julho, 2009

VCQC?

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Campo Grande, minha cidade de coração, está evoluindo cada vez mais, não é verdade?

Gostei de algumas partes. A primeira: a menina acenando para câmera (mãe tô na tv) e a segunda (para fechar com chave de ouro): “É isso aí…espero que vocês ‘tenha gostado’ dessa matéria. “

Kotler: 5 passos para o sucesso em marketing

Philip Kotler para alguns dispensa apresentação, mas para aqueles que ainda não conhecem essa “referência†ele é professor de Marketing Internacional da Kellogg School of Management, da Harvard University, há mais de 20 anos. Ele obteve seu mestrado na Universidade de Chicago e seu PhD no MIT, ambos em economia. Ele fez pós-doutorado em matemática em Harvard e em ciências comportamentais na Universidade de Chicago.
Foi selecionado em 2005 como o quarto maior guru de negócios pelo Financial Times e foi considerado pelo Management Centre Europe “o maior dos especialistas na prática do marketing.” Em 2008, o Wall Street Journal o listou como a sexta pessoa mais influente no mundo dos negócios.

Segue em baixo um trecho retirado do site HSM Online com o que esse especialista entende como os cinco passos para o sucesso em marketing:

1. Chegue sem ser pego pelo radar. A chave para a construção da marca é ter algo bom, que você revela de maneira muito inteligente. Algo que seja até mesmo invisível por um tempo, porque você quer estar fora da tela do radar dos concorrentes.

2. Conheça seu cliente. Você tem que entender e escolher os clientes que você quer atender. Não vá, simplesmente, atrás de todo mundo. Defina o mercado-alvo cuidadosamente por meio da segmentação de mercado e, então, posicione-se como diferente e como superior para aquele alvo específico de mercado.

3. Tenha sua estratégia de branding. Nós não estamos mais em um estado de concorrência; estamos em uma condição de hiperconcorrência. Então, as pessoas estão desesperadamente em busca de algo a que se agarrar, como itens funcionais dos produtos e apelos emocionais a eles. Deveríamos pensar em ter uma palavra, ou uma frase, que ajudasse a construir retenção e lealdade por parte dos clientes.

4. Permaneça à frente da concorrência. O ruim é que, se algo funcionar, seus concorrentes vão copiar e, antes que você perceba, qualquer coisa que você tenha como diferencial será imitada pelos outros. Portanto, você está no ramo da inovação constante. Pergunte-se o tempo todo: “Daqui a três anos, qual será nosso diferencial?â€

5. Crie uma experiência. De vez em quando, vemos que alguém desenvolveu uma abordagem totalmente nova para um mercado maduro. Há um grande movimento no sentido de dizer “nós não estamos apenas acrescentando serviços ao nosso negócio e ao nosso produto; estamos, na verdade, tentando criar uma experiênciaâ€. Estamos no negócio do desenvolvimento de experiências.

SCADshorts, sugestão de vídeos

Recentemente conheci esse site e achei a idéia muito interessante. Trata-se do SCADshorts, uma série de curtas feitos por alunos (agora ex alunos) do Savannah College of Art and Design.

Cada um dos curtas coloca em prática uma gama de técnicas e conceitos aprendidos. Pelo que vi, o vídeo mais recente é do ano passado mas achei o trabalho excelente. Tomara que venham mais vídeos por aí.

Coloquei abaixo 2 vídeos que me chamaram mais atenção.
O canal no Youtube é este.

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Um abraço e até mais.

23 anos em 7 segundos

Eu sou flamenguista e me orgulho muito disso, mas independente do time de coração, ou modalidade favorita de esporte de cada um, é interessante ver que este mesmo esporte consegue mobilizar multidões.

O vídeo abaixo é o trailer do filme “23 Anos em 7 Segundos”, de Di Moretti e Julio Xavier. Um documentário sobre o momento histórico do time com a “segunda maior torcida” do nosso Brasil (bom a primeira maior torcida não preciso dizer de quem é). O ponto alto do trailer mostra o saudosismo de um tempo em que a paixão pelo clube, pela camisa, pesavam muito mais do que os atos de violência ou cifras milhonárias que vemos hoje.

Como aqui na empresa, nós diretores somos em quatro e desses, dois são corintianos. Fica aí a minha homenagem.

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Mórbidas semelhanças

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La maison en petits cubes

Esse curta foi o grande papa-tudo de 2009. Premiado em Annecy | o maior festival de animação do mundo | premiado no último Anima Mundi e vencedor do Oscar nessa categoria.

A animação é uma obra-prima japonesa (Kunio Kato) 2D, fugindo um pouco do formato 3D adotado ultimamente e da estética de “Anime”.

Trata-se de uma belíssima poesia sobre o nosso planeta submergindo aos poucos enquanto um velhinho vai construindo uma nova casa em cima da casa anterior para não ficar embaixo d´água. Para não ter que se desfazer de um item estimado ele literalmente dá um mergulho nas lembranças de sua vida.

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Esqueça. O gosto dos homens nunca vai mudar

Para quem não conhece, o Fit Light – porduto da marca Itambé – é “uma espécie de versão do iogurte com Polpa de Frutas tradicional” e visa atender o público que procura mais saúde no momento da alimentação. Possui 0% de gordura e 62% menos calorias, além de ser enriquecido com cálcio.

A empresa ousou e muito ao lançar essa campanha: “Esqueça. O gosto dos homens nunca vai mudar.” O resultado foi muita dor de cabeça para os atendentes da empresa, muitas críticas para a agência de publicidade responsável e por fim a retirada de todos estes anúncios de circulação.

Não quero ser tendencioso, até mesmo porque eu entendo os dois lados desta moeda, por isso tirem suas próprias conclusões.

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Você é hands on?

Cito abaixo um texto de Max Gehringer, colunista da Revista EXAME. O assunto não é novo, mas vale muito a pena conferir.

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem – sem contar a formação superior – liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.

E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico…

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno… E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: — In a hurry!
Seu Borges: — Saúde.
Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer “bem rapidinhoâ€. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: — Como assim?
Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…
Seu Borges: — Futuro? Que futuro?
Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: — Hã?
Fabiana: — Hands on….Mão na massa.
Seu Borges: — Claro que sou!
Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:
1 – Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 – E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará – com justa razão – que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.

Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação… só que não sabia nem abrir o capô.

Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai†e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

- Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.

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