22 mai
“Estamos entre a cruz e a espada”, diz o professor JosĂ© LuĂs Oreiro, professor de economia da Universidade de BrasĂlia. Se a taxa de juros nĂŁo baixar, a temida inflação, o monstro que alguns de nossos pais tĂŞm pesadelos sĂł de lembrar, poderá voltar, e com ela a recessĂŁo.
Agora alguém me responda, o Brasil não estava se saindo bem em relação à crise mundial? Estamos tão bem que a tal cruz e a espada voltou. É curioso ver que quando se trata de economia, a virada da maré sempre é brusca, ela nunca acontece com aviso prévio.
A corrupção da dĂ©cada de 80 e o plano cruzado nos deixaram várias heranças: tĂtulos de dividas pĂşblicas furados, indexadores econĂ´micos que nĂŁo funcionam na prática, enfim, vamos remediar novamente a situação para a vaca nĂŁo ir para o brejo.
E Ă© espantoso ver como a conversa sempre muda de foco, atĂ© a pouco tempo, as notĂcias falavam que a mudança seria para poder tributar poupanças acima de 50 mil reais de rendimento, agora a mudança Ă© para conter a inflação e a recessĂŁo!
No final das contas, selic, tĂtulos pĂşblicos e LTFs sĂŁo artimanhas desse nosso sistema financeiro para manter-nos eternos escravos de juros. Toda a educação que vocĂŞ teve em sua vida foi para te transformar em um trabalhador para pagar juros e custear esse sistema de consumo onde a escassez Ă© seu maior produto.
Reclamar não é vergonha minha gente, vergonha é viver dessa maneira, mesmo depois de 100 anos da falsa libertação dos escravos…
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