Alguns amigos têm me cobrado (de leve) um post sobre design, publicidade, layout.

Escrever sobre esse assunto é uma tarefa difícil. Temos uma vasta gama de definições para seguir e escolher.

Ao pensar simplesmente na palavra design, nos vem à mente um arquétipo de natureza gráfica, artística, sem nos preocuparmos com o outro lado da moeda: a estratégia envolvida em cada “projeto”. Isto significa, de forma lógica, que o planejamento de processos para alcançar determinados objetivos ligados ao design é fundamental.

Não existe uma fórmula matemática pré-estabelecida para a criatividade em si, porém, para um bom design corporativo podemos claramente seguir 5 elementos para se obter um excelente resultado baseados na concepção (símbolo, tipografia e cor) e na estratégia (marca, cultura).


Símbolos

Símbolo aqui para nós significa um dos elementos de identidade visual que pode vir a fazer parte de uma marca. Se a marca é forte o resultado é imediato. Muitas vezes reconhecemos uma grande empresa simplesmente olhando seu símbolo. (é o caso das marcas acima)

Olha que interessante:

“O símbolo em identidade visual, é desenhado para comportar e sintetizar um conjunto de associações distintas. Estas associações geralmente são feitas com a ajuda da propaganda…”

“O símbolo, no entanto, não deve depender exclusivamente do auxílio da propaganda para criar as associações corretas. Assim, ele deve possuir características próprias que já permitam “intuir” determinadas associações, como por exemplo; “é caro”, “simpático”, “moderno”…”

wikipedia

O símbolo é apenas um aspecto de uma estratégia de marca da empresa. Ela ajuda, naturalmente, a diferenciar uma empresa de seus concorrentes, mas um grande símbolo não nos diz nada até que a marca possa valer alguma coisa.

Então ao criar um símbolo corporativo procure levar em consideração estilos clean, abstratos (o que não significa indecifrável) e sóbrios.


Tipografia

É comum encontrarmos cartazes, flyers e diversos sites “carnavalescos”. Um verdadeiro “samba do crioulo doido” com todo o respeito.  As fontes também expressam vida, sentimentos.

Com os grandes sites corporativos, a usabilidade desempenha um papel cada vez mais amplo na tipografia, inclusive para pessoas com deficiências.

Tipografia tem sempre que ser sóbria. Procure utilizar-se do que eu chamo de grafia áurea (Trebuchet MS, Helvetica, Tahoma e Verdana) para textos informativos. São fontes legíveis e com uma grande bagagem. A Helvetica mudou o mundo da tipografia, mostrando que simplicidade é sinônimo de bom design.

É claro que a(s) fonte(s) adotada(s) deve(m) sempre refletir a imagem da companhia e suas crenças mercadológicas. Portanto fontes “serifadas” não devem ser descartadas.

Comic Sans nem pensar!!

Semana que vem nós continuamos o assunto fechando com os outros 3 elementos finais.