Arquivo para novembro, 2008

O Publicitário que nunca ‘publicitou’.

Essa história é antiga, mas ainda persiste no mercado. Direto do Publiloucos.

O estudante
Pensa que uma faculdade irá garantir um emprego e permanece três/quatro/cinco anos freqüentando um curso de comunicação. No decorrer não estuda o quanto deveria ou gostaria e mesmo com o diploma na mão, fica para trás de muitos outros profissionais sem diploma.

A faculdade
O ambiente onde a cultura é exalada pelas rosas, ou melhor, deveria. Muitas vezes a faculdade não estimula o estudante de maneira correta, não possui um curso de acordo com a atualidade e não possui profissionais adequados à realidade do mercado.

O Mercado
O profissional depois de formado encontra um mercado totalmente às avessas do que lhe fora apresentado na faculdade. Grandes empresas, vorazes por novos clientes destroem o que encontram pela frente e pequenas empresas sedentas por algum cliente se vendem por alguns trocados.

Entrando no Mercado
O primeiro passo é ter coragem. Depois disso o profissional recém-formado tenta se encaixar em alguma empresa grande e por não ter tido uma formação adequada não consegue. Então, o profissional tenta se alocar em alguma empresa média e não consegue por não ter se atualizado. Dessa maneira o profissional tenta desesperadamente entrar em qualquer pequena empresa, mesmo que não seja da sua área e consegue! Consegue emprego em uma micro-empresa de comunicação, uma agenciazinha. Lá trabalha doze horas por dia e mal consegue contar o dinheiro no final do mês, que vai quase todo para o empréstimo do banco.

A Vida Particular
Com quase 24 anos o profissional não agüenta mais morar com os pais, não possui dinheiro, não possui nada. O que resta é sua cama e o livro que ganhou na faculdade: Publicidade de A a Z.

A Vida Amorosa
Não tem. O sexo oposto é coisa supérflua, pois nessa fase o essencial é conseguir fazer as coisas básicas da pirâmide de Maslow: almoçar, dormir e talvez jantar o que sobrou do almoço.

A Idéia
“Como não pensei nisso antes?” – Este é o termo utilizado pela maioria dos profissionais recém-formados. A idéia maravilhosa nada mais é do que ter a própria agência de comunicação.

A agência do recém-formado
Tentando lembrar de qual cor era uma nota de dez o profissional recém-formado lembra outra coisa: para abrir uma agência tem que ter dinheiro. Mas logo se lembra que muitas outras agências são ilegais também e deixa isso para lá.
Como nome da agência, escolhe: Duailíbiliu – União do D da DPZ com o W da W Brasil. Como o mais importante em uma agência já tinha sido realizado, o profissional recém-formado sai em busca do primeiro cliente.

O Primeiro Cliente
O profissional recém-formado tentava lembrar quais eram os quatro P’s da aula de marketing, mas só se lembrava dos quatro R’s da seleção brasileira de 2002: Romário, Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo.
E isso o faz lembrar de uma escolinha de futebol que tinha perto de casa, então segue para lá em busca da sua primeira prospecção.

Profissional Recém-Formado: Olá, eu sou o profissional recém-formado.
Dono da Escolinha de Futebol: Olá.
PRF: Que horas são? Ah, a propósito, você trabalha com agência de publicidade?
DDEDF: Não, trabalho com esportes, tenho essa escolinha de futebol.
PRF: Ah, o que quero dizer é se você é cliente.
DDEDF: Sim, possuo vários fornecedores…
PRF: Não, o que quero saber é se você precisa de uma agência de comunicação.
DDEDF: Ah bom. Não, nem preciso.
PRF: Oras, por que?
DDEDF: Só mês responda, como você chegou até aqui?
PRF: Ah, vi num panfleto e…
DDEDF: Então, quem fez foi o cara da gráfica, criou, produziu e refilou.
PRF: Ah, mas deve ter cobrado os olhos da cara.
DDEDF: Não, cobrou só R$40 o milheiro.
PRF: Hum, mas o senhor sabe que isso é errado. De acordo com o CENP, criar é uma tarefa da agência de publicidade!
DDEDF: Eu sei, mas é que se eu tiver uma agência tudo fica mais caro em 20%, tal do BV.
PRF: Boca Virgem?
DDEDF: Deve ser…
PRF: Mas o meu trabalho é melhor, manjo Page Maker.
DDEDF: Não obrigado, eles fizeram em Adobe Ilustrator.
PRF: Mas, mas eu faço mais rápido.
DDEDF: Ah, duvido. Mandei a logo que minha filha fez e no dia seguinte estava pronto o panfleto.
PRF: Mas, mas, mas eu cobro mais barato.
DDEDF: Feito! Quanto?
PRF: Cobro R$39,00.
DDEDF: Ah não. Deixa como está.
PRF: Ta bom, é que gostei do senhor, cobrarei R$25,00: briefing, centro de inteligência, planejamento, criação e produção.
DDEDF: Ah, mas quem vai refilar os panfletos?
PRF: Tá bom, eu refilo.

A ferramenta não faz o processo

Ferramentas

Eu adoro essa frase. Não posso dizer que eu inventei pois eu formulei baseado várias outras frases que ouvimos diariamente e também várias experiências que temos.

Mas o quê exatamente eu quero dizer com isso? Bom vamos lá. No ambiente corporativo, pelo menos nos bem estruturados, existem vários processos definidos. Esses processos são conjuntos de tarefas a serem executadas pela equipe. Em uma corporação esses processos dever ser bem definidos para que a rotina de trabalho flua sem problemas mesmo que a equipe vá se renovando.

Partindo desse ambiente corporativo para nossa vida pessoal, para o dia a dia, eu pude observar e perceber que tudo o que fazemos são processos. Processo de lavar a roupa, processo de fazer o almoço, processo de ir ao banheiro, tudo são conjuntos de tarefas tão corriqueiras que chegam a ficar automáticas.

Nessa observação surgiu a frase “a ferramenta não faz o processo”. Como assim? Alguém certamente já ouviu um sujeito falar: “não posso arrumar a mesa porque não tem gaveta”, “não dá pra guardar isso porque não tem um recipiente”, “não posso fazer caminhadas pois não tenho um tênis adequado”, etc. Ou seja, não se consegue executar um processo pois falta-lhe a ferramenta.

Na verdade o que às vezes nos falta é o hábito de fazer certas coisas e não a ferramenta. Por exemplo, quem tem o hábito de controlar as finanças pessoais, faz isso da forma que achar melhor, seja anotando em um livro caixa, em um papel de pão, em uma tabela do excel ou um sistema financeiro complexo. Não importa a ferramente o importante é a tarefa, ou melhor, são as tarefas resultando em um processo.

Outra analogia, agora mais na área do meu trabalho de criação e desenvolvimento para internet. Direto ao ponto, qual o melhor software para criar um layout, Corel Draw, Photoshop ou Ilustrator? E qual a melhor linguagem para desenvolver, PHP, ASP ou JAVA? E o melhor banco de dados, MySql, MS-Sql, PostgreSql ou Oracle? A resposta é claro, tanto faz. A melhor ferramenta é aquela que você domina. Sabendo o conceito e o resultado que se quer chegar, ou seja o processo, não importa qual será a ferramenta.

Por fim, só explicando a forma com que eu percebi tudo isso, foi ao contrário. Primeiro a teoria, primeiro em um ambiente corporativo, depois para a prática no dia a dia. Provavelmente a teoria veio depois. Mas enfim achei melhor contar dessa forma.

Um abraço e até mais.

Publicidade aérea ou “avião que fala”

Avião Ilustrativo

Durante todo esse mês, passou pelo céu aqui de Campo Grande um avião de publicidade anunciando o Le Cirque. Essa publicidade é curiosa, pois é transmitida pelos alto-falantes dentro do avião, assim como um carro de som. Ou seja o avião passa pelo céu soltando aquela locução em off, com o volume alto, anunciando o circo.

Normalmente, ou melhor, o que eu conheço, propaganda aérea é feita com faixas nas praias ou então com aviões de fumaça se utilizando apenas de efeitos visuais. Mas nesse caso, a forma similar a um carro de som (provavelmente avião de som) eu vi poucas vezes, ou melhor, apenas 2 vezes e ambas de circo.

Desta vez eu fiquei mais intrigado e resolvi pesquisar na internet (jogar no Google) para ver se tinha algo falando a respeito ou se existiam empresas vendendo esse tipo de serviço. Nada encontrei. Utilizei várias palavras e conjunto de palavras: avião de som, publicidade aérea, publicidade volante, publicidade volante em avião, +avião +alto-falantes, propaganda em avião, propaganda volante em avião de um circo, etc., não tive bons resultados. Vários links de empresas com publicidade em faixas ou fumaça, mas nada de som.

Certo, mas por quê eu estou falando tudo isso? Porque eu quero entender a eficácia desse tipo de comunicação. Encontrar pesquisas com números, objetivos e resultados. Digo isso porque eu pude perceber uma falha nesse método. Vejam bem: o avião é um monomotor, parece um Cessna — como esse da foto acima que eu peguei neste álbum do Flickr —, faz um barulho super alto por causa do motor e passa em uma grande velocidade, afinal é um avião. Em pesquisas na internet eu li que essas aeronaves decolam a 109 Km/h, então devem voar nessa velocidade ou mais rápido, não sobrando muito tempo para passar a mensagem.

Resumindo, o avião passa super rápido e fazendo mais barulho com o motor que com a locução transmitida pelo alto-falante, ou seja, não se entende “bulhufas” da propaganda. Por isso quis pesquisar a respeito da eficácia mas não encontrei nada.

Infelizmente não deu para tirar um foto ou filmar, quando eu via o avião estava sempre desprevenido, mas se alguém tiver algum vídeo me mostre por favor.

Bom isso reflete o que eu penso a respeito desse método de comunicação, baseado em minha experiência não tenho números para garantir se o avião teve um bom ou mal alcance ou índice de lembrança.

Um abraço e até mais.

5 elementos para um bom design corporativo (parte II)

Conforme o combinado seguimos com o assunto.

Cores

Muito se tem escrito sobre a importância das cores. Quer através das representações gráficas quer através das emoções experimentadas pelos indivíduos diante da cor em si, devemos levar em consideração diferentes combinações de cor e os seus significados.

O esquema de cores corporativas que se escolhe faz uma forte declaração sobre a organização e a forma como ela faz negócios. Como acontece com todos os outros 5 elementos, as cores devem enfatizar a filosofia e a estratégia da corporação.

Estudos comprovam que todos os seres humanos fazem subconsciente uma sentença sobre uma pessoa, ambiente ou item dentro de 90 segundos. Essa avaliação é baseada na aplicação da cor. Isto demonstra o importante papel das cores.

Dica: Para peças impressas, sempre que possível, prefira as cores naturais sem utilizar-se de tons gradientes ou efeitos similares.


Marca

Marca é a definição dos negócios corporativos. O nome de uma organização pode também servir como sua marca.

O termo é frequentemente usado hoje em dia como referência a uma determinada empresa: um nome, imagens ou conceitos que distinguem o produto, serviço ou a própria empresa. Busca-se associar às marcas uma personalidade ou imagem mental.

Estas são as características da organização e devem refletir a filosofia da organização e seus processos. Uma marca forte desenvolve credibilidade e motiva os clientes.

Preferimos e optamos, quando possível, os “produtos de marca”, em que o conteúdo, muita vezes é similar a outros produtos da mesma categoria. Isto é o poder do branding.

O Branding é considerado um trabalho de marca. É como se criássemos uma imagem para ser reconhecida por todo o mercado, de forma que o público a consiga identificar e apreciar.

Ao criarmos e gerirmos uma marca, estamos diretamente envolvidos no conceito de valor e positividade ao projeto que deverá respeitar a estratégia e a ambição do cliente e/ou do seu produto. Trata-se não só de identificar e diferenciar o produto ou empresa, mas também gerar uma expectativa de qualidade de imagem que vai trazer grande notoriedade.


Cultura

Costumes, conhecimentos e valores compartilhados pela comunidade abrangem a chamada cultura.

Se uma empresa tem comunidades formadas em torno de seus produtos, isso não significa necessariamente que estas comunidades tenham uma cultura saudável. De fato, uma cultura pode arruinar a reputação da empresa com perspectivas de futuro.

Sem precisar citar exemplos de empresas com uma má formação cultural no cultivo de suas comunidades eu já passo para o lado positivo: o site “Jovem Nerd”, criado por Alottoni e Azaghâl. O blog abusa do entretenimento e bom humor. O que teoricamente seria voltado para o mundo “nerd” vem tomando espaço e englobando de forma positiva, diversas comunidades alavancando a marca e seus serviços, dentre eles um excelente podcast (o nerdcast).

Bom é isso espero que tenham gostado. Fico por aqui.

Moeda de 1 Raul

Essa eu vi no Charges e achei muito engraçado. É um trocadilho real. E também uma homenagem a esse mito da música brasileira.

Um abraço e até mais.

  • 1 Comentário
  • Categoria: Humor
  • 5 elementos para um bom design corporativo (parte I)

    Alguns amigos têm me cobrado (de leve) um post sobre design, publicidade, layout.

    Escrever sobre esse assunto é uma tarefa difícil. Temos uma vasta gama de definições para seguir e escolher.

    Ao pensar simplesmente na palavra design, nos vem à mente um arquétipo de natureza gráfica, artística, sem nos preocuparmos com o outro lado da moeda: a estratégia envolvida em cada “projeto”. Isto significa, de forma lógica, que o planejamento de processos para alcançar determinados objetivos ligados ao design é fundamental.

    Não existe uma fórmula matemática pré-estabelecida para a criatividade em si, porém, para um bom design corporativo podemos claramente seguir 5 elementos para se obter um excelente resultado baseados na concepção (símbolo, tipografia e cor) e na estratégia (marca, cultura).


    Símbolos

    Símbolo aqui para nós significa um dos elementos de identidade visual que pode vir a fazer parte de uma marca. Se a marca é forte o resultado é imediato. Muitas vezes reconhecemos uma grande empresa simplesmente olhando seu símbolo. (é o caso das marcas acima)

    Olha que interessante:

    “O símbolo em identidade visual, é desenhado para comportar e sintetizar um conjunto de associações distintas. Estas associações geralmente são feitas com a ajuda da propaganda…”

    “O símbolo, no entanto, não deve depender exclusivamente do auxílio da propaganda para criar as associações corretas. Assim, ele deve possuir características próprias que já permitam “intuir” determinadas associações, como por exemplo; “é caro”, “simpático”, “moderno”…”

    wikipedia

    O símbolo é apenas um aspecto de uma estratégia de marca da empresa. Ela ajuda, naturalmente, a diferenciar uma empresa de seus concorrentes, mas um grande símbolo não nos diz nada até que a marca possa valer alguma coisa.

    Então ao criar um símbolo corporativo procure levar em consideração estilos clean, abstratos (o que não significa indecifrável) e sóbrios.


    Tipografia

    É comum encontrarmos cartazes, flyers e diversos sites “carnavalescos”. Um verdadeiro “samba do crioulo doido” com todo o respeito.  As fontes também expressam vida, sentimentos.

    Com os grandes sites corporativos, a usabilidade desempenha um papel cada vez mais amplo na tipografia, inclusive para pessoas com deficiências.

    Tipografia tem sempre que ser sóbria. Procure utilizar-se do que eu chamo de grafia áurea (Trebuchet MS, Helvetica, Tahoma e Verdana) para textos informativos. São fontes legíveis e com uma grande bagagem. A Helvetica mudou o mundo da tipografia, mostrando que simplicidade é sinônimo de bom design.

    É claro que a(s) fonte(s) adotada(s) deve(m) sempre refletir a imagem da companhia e suas crenças mercadológicas. Portanto fontes “serifadas” não devem ser descartadas.

    Comic Sans nem pensar!!

    Semana que vem nós continuamos o assunto fechando com os outros 3 elementos finais.

    Internet, tecnologia, informação, publicidade e algumas novidades. Essa é a proposta do "Enquanto Isso", o blog corporativo da Tag3. Um espaço atualizado e muito interessante para que você se sinta a vontade e sempre que quiser, enviar um comentário.
    Seja bem-vindo!

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